“Casos e coisas” de Duda Mendonça


Uma das coisas positivas do livro do Duda Mendonça, especialista de marketing político e autor das propagandas do PT, è a simplicidade do texto.

O autor mistura com sabedoria fatos da sua vida, casos significativos, com exemplos do seu trabalho em propaganda política, que chama de “coisas de campanha”.

Por essa mistura, o titulo do livro é “Casos e coisas”, talvez acho o nome do livro ser a escolha menos “marquetera”, um titulo não fácil a lembrar. As duas palavras são muitos parecida, se confundam um com outras. Não sei se è assim para um de naturalidade brasileira, mas pra me o som das 2 palavras juntas não restitui clareza para ser de facil lembrança.

Essa mistura de contos da própria vida e do próprio trabalho faz que o livro è acessível a qualquer pessoa, com potencial de ser interessante também a quem não estuda e não conhece conceitos como “marketing mix”, ou outros assuntos da área de publicidade.

Duda inicia contando da própria infância em Bahia, da importância do figura de seu pai pintor, da sua família. As fotos dessas pessoas e situações acompanham o texto.

O figura do pai, voltará em todo o livro. Continuando na frente, o autor inicia a explicar a própria visão de fazer marketing político, dizendo as diferenças de termos, de metodologia do seu trabalho. Tudo com um jeito simples na explicação. Por exemplo, quando fala da diferenca entre fazer marketing (o que dizer) e a publicidade/propaganda (como dizer esse “que”). Quando Duda iniciu a trabalhar para o PT, foi isso que apontou para os dirigentes do partido: aquele que estavam dizendo, as idéias, eram boas, mas tinha falha na comunicação, como eles estavam dizendo  “o que” para o povo, uma falha em propaganda, não de marketing.

O capitulo 6 é pra me o mais interessante: a explicação da diferença entre pesquisa quantitativa e qualitativa.

Para Duda pesquisa é o coração do próprio trabalho. Não se age, não se monta estratégia, sem antes uma pesquisa sobra a situação do candidato, do seu “produto”.

A pesquisa continua para toda a campanha, também em situações que parecem difícil pensar a ser pesquisadas, como situações ao vivo. Como pesquisar as opiniões das pessoas no debate ao vivo entre dois candidatos?

Duda pensou também a isso, montando um grupo de pessoas, que assistam ao debate em uma sala fechada, com TV, e imediatamente restituam breves opiniões a uma pesquisadora chefe. Essa pesquisadora resume as opiniões, liga pra Duda que esta no estudo da TV, no debate com candidatos, para informar os pontos fortes e fracos das respostas do candidato assistido da Duda.

Essa situação è visível e esclarecida no interessante filme documentário “Entreatos, que mostra como é que se faz uma campanha política, no caso aquela que fiz ganhar a Lula a Presidência da Republica. Se pode observar Duda Mendonça em ação, juntos as outros bastidores do programa eleitoral, a preparação para o debate, a preparação do programa para o horário eleitoral da TV. Da a sensação que o marketing político teve uma grandíssima importância naquela eleição de 2002. Como esta dizendo Duda também no seu “Coisas e casos”, ops… desculpem “Casos e coisas”.

Outros casos de vida do autor que lembro do libro, è a experiência no caminho até Santiago de Campostela, ou suas reações no dia do 11 setembro 2001. Assuntos sempre conectados com o trabalho de propaganda porque tudo influi em um trabalho onde o profissional se inspira a cada fato que acontece na sua vida.

Para complementar o livro, é bom ver os VT que deram a Duda a fama de ser um dos melhores publicitários do Brasil. Podemos dizer também do mundo, porque pesquisando vii que ele abriu agencias em outros pais, a Duda Polonia, a Duda Portugal, onde ganho uma vez o titulo de publicitário do ano.

Assim, junto ao texto que explica como surgiu a idéia do famoso filme VT contra a corrupção no Brasil (Xó corrupção, do PT), ajuda YouTube  pra ver ( como pra me, que morava na Italia) os ratos que comem a bandeira do Brasil. Na frente,  encontra-se outros VT descritos da Duda no livro, como da campanha “Você também é um pouco PT”.

O autor se define um homem que tem contradições (…e quem não tem?).
No inicio diz que sempre trabalhou para candidatos em quem acreditava no programa político e não atras a dinheiro. Essa é a minha duvida. Trabalhou para Fernando Collor (que no final do livro diz que não tinha conteúdo no programa político), ou para partidos de uma parte e, anos depois, para os adversários. Alem disso, posso dizer que o livro parece escrito com sinceridade. E’ um passeio na historia política do Brasil depois a ditadura. Aconselho de ler.

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