Relatório de pesquisas do Acre, 2009-2012


Na elaboração de um plano estratégico de marketing para um trabalho acadêmico, pesquisei sobre o território Acreano. Resumo aqui em baixo alguns fatores ecológicos, econômicos e sociais que podem ser de interesse comun.

FATORES SOCIAIS

acreDe acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a capital Rio Branco, com 91,82% de urbanização, concentra o maior número de habitantes, 336.038, do Acre. Com a maior renda per capita do estado, grande parte da população economicamente ativa de Rio Branco desenvolvem atividades no setor de administração, educação, saúde pública, comércio e serviços, atividades imobiliárias, construção civil e indústria, o que influência muito no mercado de consumo da região.

Os dados publicados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-2009), mostram que o Acre apresenta 7.16% de classe social A, o maior índice entre os estados da região norte do Brasil. Além de manter o maior índice com a classe A+B, 11,18%. Nas pesquisas que identificam às classes A+B+C o Acre é o segundo estado com o índice de 57,90%. E detém o segundo menor índice com classes D+E (classes mais baixas) da região norte, 42,1.

Quadro 1- Indicativo de Classe Social da Região Norte

A1 A2 B1 B2 C1 C2 D1 D2 E1 E2
Rondônia 2,06 2,64 2,40 2,83 30,47 24,80 13,44 09,17 07,52 4,67
Acre 3,98 3,18 1,92 2,10 25,06 21,66 13,38 11,86 09,73 7,12
Amazonas 1,15 1,73 1,47 1,49 22,01 23,35 17,57 13,25 10,59 7,38
Roraima 1,32 2,19 2,93 3,11 22,82 20,35 15,96 15,77 08,46 7,09
Pará 1,09 1,10 1,35 1,54 16,99 22,15 16,38 17,00 12,51 9,88
Amapá 0,84 2,19 2,95 2,19 19,91 22,74 13,18 16,04 13,26 6,7
Tocantins 2,20 1,88 1,57 1,94 23,45 22,90 16,31 13,57 09,15 7,02

Fonte: FGV, 2009

A diretora de Atendimento e Planejamento de Geonegócios do Ibope Inteligência, Márcia Sola, considera, em seus cálculos, que a renda tenha um ganho real de 2% ao ano em 2012 e 2013 e de 1,5% ano em 2012 e 2015. Para Marcos Pazzini, diretor da IPC Marketing, consultoria especializada em mapear o consumo, a classe C atingiu o ápice de importância no mercado consumidor, migrando de C para B.

De acordo com a história do Acre, além dos índios, sulistas e nordestinos – principalmente cearenses, durante o período da borracha (1880-1913) – influenciaram na formação da população acriana.

A expectativa de vida do acriano é de 71 anos. O “Brasil Escola” mostra que a taxa de analfabetismo é de 15,4% e a taxa de mortalidade infantil é de aproximadamente 28,9 óbitos a cada mil nascidos vivos. Todos esses fatores são responsáveis pela média do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que, atualmente é de 0,751, fazendo com que o Acre ocupe a 17° posição no ranking nacional.

Acre em números 2011” relata que a faixa etária dos jovens tem números importantes: são 87.707 pessoas com idade de 10 a 14 anos, 76.983 de 15 a 19 anos, 70.335 de 20 a 24, chegando a 39.928 de 40 a 44 anos.

FATORES ECOLOGICOS

Por gestão administrativa, o Acre é dividido em duas mesorregiões, Vale do Acre e Vale do Juruá, e em cinco regionais de desenvolvimento: Alto Acre, Baixo Acre, Purus, Tarauacá Envira e Juruá que seguem a distribuição das bacias hidrográficas dos principais rios acrianos. Atualmente 71% da população concentram-se nas áreas urbanas, predominando na capital, Rio Branco 58% desta população urbana.

A política acriana costuma trabalhar com enfoque nas questões ambientais, porém o comportamento da população não demonstra uma educação com consciência ecológica. Rio Branco ganhou o prêmio Eco-cidade 2011, mas a maioria dos municípios não detinha uma coleta seletiva de lixo e nem tão pouco saneamento básico. O Ministério Público realizou no mesmo ano uma inspeção em todos os lixões municipais, onde constataram através da promotoria de meio ambiente em parceria com técnicos da Secretaria de Meio Ambiente (SEMA), que a situação nesses locais chegava a ser classificada como caótica. Para o médico infectologista Thor Dantas, o risco de contaminação nos lixões é eminente e são os mais diversos. Foi anunciada no último mês a criação do Incentivo Fiscal para as empresas que adquirirem resíduos sólidos, que serão usados como matéria-prima ou material intermediário, na fabricação de seus produtos.

O Acre ocupa uma posição de destaque no contexto mundial e em relação aos demais estados da Amazônia, por abrigar uma alta biodiversidade de fauna e flora, em 88% de sua cobertura florestal.

Um fator preocupante destacado no livro “Acre em Números” é o desnível da taxa de desmatamento, em que no Acre a taxa anual é de 0,17%, quando na Amazônia é de 0,13%.

FATORES ECONOMICOS

A taxa de crescimento real acumulada (2002-2008) do PIB do Brasil, Região Norte e UFs, mostra que o Acre é o 4º Estado com maior crescimento, 44,05%. Já em 2010, dados do IBGE destacam o Acre com o pior índice de 0,2% de participação ao PIB do Brasil, juntamente com Roraima.

A capital acriana concentra maior parte das atividades econômicas, com participação no PIB do Estado de 52,7% (R$ 3.549.306).

Baseado em números de unidades de empresas IBGE 2010, Rio Branco destaca-se com o maior número de unidades locais: 6.046. A Rio Branco o salário médio mensal é de 3,4 salários mínimo e o número de pessoal ocupado 99.803.

O índice de pessoas ocupadas apresenta desníveis em relação ao número da população de Rio Branco.

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